Quinta passada, eu tive o oportunidade de ouvir uma palestra da Adriana Lisboas. Infelizmente, por causa de minhas outras aulas, eu podia assistir apenas o primeiro discurso dela, mas eu gostei e sou grato por poder asistir ao menos um. Primeiramente, eu aprendi sobre muito mais autores brasileiros com estilo de escrever parecido com o estilo da Adriana. Quando eu não estou tão tarefado com leitura e outras tarefas das aulas, gostaria de ler um pouco mais das obras dela e de suas colegas. Eu gostei do que ela falou citando outros autores mas sendo desconhecido com os nomes, eu não consegui escrevê-los nas minhas notas. Por exemplo, ela citou aleguem falando que ~ "não escreve coisas," e continuou que tem orgulho de suas "não-coisas." Outra ideia que gostei foi que cada história exige um tom e vocabulário particular. Eu nunca pensei assim antes, mas agora que ela falou, faz muito sentido. É bem como uma pintura. Não dá pintar uma scena triste com cores brilhantes, e quando escrever uma história tem que escolher um tom e usar um vocabulário que complementa. Foi um grande prazer ouvir a Adriana falar, e eu aprendi muito.
Monday, February 21, 2011
Friday, February 18, 2011
Por Acaso
(Augusto de Campos, Acaso)
Todos os dias o futuro se revela, mas as vezes, importante que se perguntar como seria se acontecesse diferente. O poema mostra todas as maneiras de arranjar as letras a, a, c, o, e s, e apenas um é realmente a palavra acaso, a palavra que simbolize o poema inteira. Existem ainda mais possibilidades de como a vida se anda no dia a dia, mas apenas uma delas é a realidade que conhecemos. Na verdade, não faz muito sentido pensar no que não aconteceu e em como não é agora. Conduto, pensar nisto nos ajuda esperar que talvez um dia a vida será melhor. Também nos permite aprender de nossos erros quando pensar, quão melhor seria se fizéssemos diferente. Outro proveito é que podemos imaginar como a vida podia ser muito pior, e olhando de cima para baixo, ficamos gratos por estar tão alto. Então, não é bom pensar demais no que podia ser, nas outras possibilidades da vida mais de vez em quando faz bem olhar na cena maior que o poema "Acaso" nos mostra.
Saturday, February 12, 2011
Ciúmes do Sol
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
"Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
"Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
"Mísera! tivesse eu aquela enorme, àquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!"
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
"Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"
(Machado de Assis, Círculo visioso)
Quem nunca já olhou para alguém e se perguntou como seria viver a vida dele? Todos fazem isto de vez em quando. Geralmente, é muito mais fácil ver as atributos bons do outros do que nós mesmos. Isto é porque nós queremos esconder nossas fraquezas. No mesmo jeito que a lua nem se sabe que o sol se sente com fardo da luz e preso no céu azul, nós quando admiramos alguém não vemos as fraquezas que ele tem ou os fardos que ele carrega. Não é errado admirar os outros, mas é prejudicial ao nosso bem-estar negligenciar nossos próprios atributos bons. Também é importante lembrar que todos foram feitos diferente um do outro com propósito. Cada um com fortalezas e cada um com fraquezas.
Friday, February 4, 2011
Peso Da Eternidade
"Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim." (Clarice Lispector, Medo da Eternidade)
É interessante pensar na palavra eternidade. Pode pensar, "é muito tempo," mas na verdade é tanto tempo que nem é mais tempo, é tudo. É uma palavra não desse mundo e por esta razão a crianças entendem melhor dos adultos o que é. Por mais tempo que passamos no mundo, sentimos cada vez mais parte dele e sentimos cada vez menos parte da eternidade. Então quando a menina aprende que o chiclete acaba nunca, ela sente o peso da eternidade. Talvez pessoas maiores acham o pensamento desentendimento da jovem, e que ela ainda tem muito a aprender. Mais pode ser que ela entende ainda coisas fora deste mundo que eles esqueceram anos atrás. E por isso ela sente o peso da eternidade que para ela é tão real e que outros nem têm ideia que existe. Acredito que temos muito a aprender de cada pessoa que encontramos, até as criancinhas.
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