A literatura da Adriana Lisboa não é tanto hisória de ação como é uma descrição de um ambiente. Na verdade ela faz uma pintura na mente do leitor com suas palavras. Se um artista for pintar uma paisagem tranquila, talvez começará por pintar o fundo de um cor neutro como cinzo, e depois pintar em cima com cores mais brilhantes que dão contrasto. Isto é exatamente o que Adriana faz, mais com palavras em vez de tinta. É por essa razão que ela começa com a frase, “Cinzento, todo cinzento.” Isto é o fundo da pintura. Depois, ela introduze cores mais brilhantes, “um pouco de amarelo... magenta, cor-de-rosa... a porta azul... capa azul... manchado de vermelho-ferrugem.” Ela usa essas cores e pinta essa imagem na mente do leitor. Ao terminar, existe uma obra-prima que varia um pouco de um leitor para o outro.
Thursday, January 27, 2011
Cinzento e Amarelo
A literatura da Adriana Lisboa não é tanto hisória de ação como é uma descrição de um ambiente. Na verdade ela faz uma pintura na mente do leitor com suas palavras. Se um artista for pintar uma paisagem tranquila, talvez começará por pintar o fundo de um cor neutro como cinzo, e depois pintar em cima com cores mais brilhantes que dão contrasto. Isto é exatamente o que Adriana faz, mais com palavras em vez de tinta. É por essa razão que ela começa com a frase, “Cinzento, todo cinzento.” Isto é o fundo da pintura. Depois, ela introduze cores mais brilhantes, “um pouco de amarelo... magenta, cor-de-rosa... a porta azul... capa azul... manchado de vermelho-ferrugem.” Ela usa essas cores e pinta essa imagem na mente do leitor. Ao terminar, existe uma obra-prima que varia um pouco de um leitor para o outro.
Monday, January 24, 2011
Fados
Eu fui ao Cinema Internacional no Sábado passado com minha esposa para assistir o filme "Fados." Não foi exatamente o que eu esperei, mas acabei gostando ainda. Pelo que eu entendia, Fado, é uma música tradicional de Portugal que fala de amor e é geralmente melancólica. A dança da primeira música me surpreendi, e o fato que era música sem letra e mesmo sem melodia. Isso não era o que eu esperava de um filme chamado "Fados." Durante o resto da filme eu vi uma mistura de músicas mais tradicionais, músicas contemporâneas, e alguns que cabem só no gênero "Estranha."
O que eu mais gostei era as partes instrumentais como na musica "A Casa dos Fados." Eu achei os músicos tão talentosos quanto os vocalistas.
A música que minha esposa mais gostou foi "Na Travessa Da Palha" da Lila Downs, porque tinha história legal e que ela podia entendê-la melhor do que as outras.
Apesar de ser diferente do que eu achei que seria, é bom que eu fui ao cinema para assistir este filme legal. Tinha música e dança muito bonita e eu me diverti ao assistir com minha esposa.
Thursday, January 20, 2011
O Enfermeiro
"Adeus, meu caro senhor. Se achar esses apontamentos valem alguma coisa, pague-me também com um túmulo de mármore, ao qual dará por epitáfio esta emenda que faço aqui ao divino sermão da montanha: "Bem-aventurados os que possuem, porque eles serão consolados". (Machado de Assis, O Enfermeiro)
Ao ler qualquer conto de Machado de Assis, é important ler entre as linhas. Ele fala muito mais do que a face das palavras representam. O conto "O Enfermeiro" não é nada differente. Especialmente no final onde até parece que o Procópio morreu feliz com sua riqueza. Mas para entender a mensagem do Machado de Assis, é preciso pensar bem não somente nas palavras mas, no contexto delas. Será que esse conto teria sido escrito pelo Procópio se ele não sentisse culpa nenhum, se ele realmente fosse consolado pelo dinheiro que herdou? Claro que não. Parece que o dinheiro entorpeceu seus sentimentos de culpa, por algum tempo, talvez até a morte. Mas pense bem na situação em que o conto foi divulgado. Sabemos que o Procópio já morreu, então sabemos que toda riqueza que herdou, não mais está com ele. Ele fala que os que "possuem" serão consolados, contudo, sendo morto, ele não possui nada mais do que a culpa da morte do coronel.
Ao ler qualquer conto de Machado de Assis, é important ler entre as linhas. Ele fala muito mais do que a face das palavras representam. O conto "O Enfermeiro" não é nada differente. Especialmente no final onde até parece que o Procópio morreu feliz com sua riqueza. Mas para entender a mensagem do Machado de Assis, é preciso pensar bem não somente nas palavras mas, no contexto delas. Será que esse conto teria sido escrito pelo Procópio se ele não sentisse culpa nenhum, se ele realmente fosse consolado pelo dinheiro que herdou? Claro que não. Parece que o dinheiro entorpeceu seus sentimentos de culpa, por algum tempo, talvez até a morte. Mas pense bem na situação em que o conto foi divulgado. Sabemos que o Procópio já morreu, então sabemos que toda riqueza que herdou, não mais está com ele. Ele fala que os que "possuem" serão consolados, contudo, sendo morto, ele não possui nada mais do que a culpa da morte do coronel.
Tuesday, January 11, 2011
Andar Sozinho
“Porque a solidão é oficina de idéias, e o espírito deixado a si mesmo, embora no meio da multidão, pode adquirir uma tal ou qual atividade.” (Machado de Assis , Teoria Do Medalhão)
Na verdade essa citação está tirado fora do contexto usado no diálogo. Contudo, realmente isto é uma das mensagens que Machado do Assis queria falar neste texto. Ele uso o pai como um tipo de porta-voz meio estranho, por que neste texto as lições que devemos aprender são o contrário do que o pai fala. Assim o autor usa ironia para ensinar o leitor indiretamente.
Aqui o pai diz que o filho nunca deve andar sozinho porque assim ele vai criar suas prórprias idéias. Quase todo leitor, depois de ler esse frase, verá uma bandeira vermelho dizendo que isso não é bom conselho. Da para ver que o Machado do Assis quer falar que andar sozinho faz bem, para a mente. É verdade que faz bem ficar sozinho as vezes porque pode conhecer a se mesmo e criar suas próprias idéias sem as distrações que a fala dos outros pesoas leve.
Esse diólago está cheio de mensagens irónicas, que o leitor pode aprender se lembrar que embora o pai estja falando sério ao filho, ele também é a voz irónica do autor Machado de Assis.
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